terça-feira, 14 de março de 2017

A Civilização Inca - Henri Favre



Os Incas tiveram origens obscuras e um difícil começo na região onde, por longo tempo, desempenharam a figura de intrusos. Sua expansão começou apenas em meados do século XV, sob o reinado de Pachakuti, nono soberano de Cuzco. Embora tardia, essa expansão assegurou-lhes rapidamente a herança de uma tradição cultural que muitos povos haviam contribuído para forjar e enriquecer ao longo de um passado muitas vezes milenário.

Este livro remonta o surgimento, a evolução e a decadência do império inca, bem como as pré-condições para seu aparecimento. Henri Favre mostra que a Civilização Inca, cujo apogeu se consubstancia na Cuzci imperial do século XV, foi marcada por um minucioso sistema de produção, a existência de classes, a ditadura exercida por uma delas, condicionada pelo desenvolvimento de forças produtivas e uma realidade concreta.

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O Nascimento da Tragédia no Espírito da Música (1872) - (Die Geburt der Tragödie aus dem Geiste der Musik)


Nietzsche, influenciado pelo romantismo, interpreta a cultura clássica grega como um embate de impulsos contrários: o dionisíaco, ligado à exacerbação dos sentidos, à embriaguez extática e mística e à supremacia amoral dos instintos, cuja figura é Dionísio, deus do vinho, da dança e da música, e o apolíneo, face ligada à perfeição, à medida das formas e das ações, à palavra e ao pensamento humanos (logos), representada pelo deus Apolo.
Segundo Nietzsche, a vitalidade da cultura e do homem grego, atestadas pelo surgimento da tragédia, deveu-se ao desenvolvimento de ambas as forças, e o adoecimento da mesma sobreveio ao advento do homem racional, cuja marca é a figura de Sócrates, que pôs fim à afirmação do homem trágico e desencaminhou a cultura ocidental, que acabou vítima do cristianismo durante séculos.

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Além do Bem e do Mal, Prelúdio a uma Filosofia do futuro (1986) - Jenseits von Gut und Böse. Vorspiel einer Philosophie der Zukunft


Neste livro denso são expostos os conceitos de vontade de poder, a natureza da realidade considerada de dentro dela mesma, sem apelar a ilusórias instâncias transcendentes, perspectivismo e outras noções importantes do pensador. Critica demolidoramente as filosofias metafísicas em todas as suas formas, e fala da criação de valores como prerrogativa nobre que deve ser posta em prática por uma nova espécie de filósofos.

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O Crepúsculo dos Ídolos, ou como Filosofar com o Martelo (1888) - Götzen-Dämmerung, oder Wie man mit dem Hammer philosophiert



Obra onde dilacera as crenças, os ídolos (ideais ou autores do cânone filosófico), e analisa toda a gênese da culpa no ser humano.

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O Anticristo - Praga contra o Cristianismo (1888) - Der Antichrist. Fluch auf das Christentum


Nesta obra Nietzsche dirige suas críticas mais agudas a Paulo de Tarso, o codificador do cristianismo e fundador da Igreja. Acusa-o de deturpar o ensinamento de seu mestre — pregador da salvação no agora deste mundo, realizada nele mesmo e não em promessas de um Além — forjando o mundo de Deus como a cima e além deste mundo.

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quarta-feira, 1 de março de 2017

Sobre História - Eric Hobsbawm



Para Eric Hobsbawm, a reflexão sistemática sobre o objeto e os objetivos da narrativa historiográfica não se distingue da própria escrita da história. Cada parágrafo de sua obra traz implícita a força de suas convicções e a consciência aguda das responsabilidades que envolvem a tarefa do historiador. Nestes ensaios da maturidade, muitos deles ainda inéditos, Hobsbawm ocupa-se mais diretamente das armadilhas e métodos da disciplina que o consagrou como um dos observadores privilegiados do mundo moderno. A riqueza de seu longo e bem-sucedido percurso intelectual, voltado para o estudo das relações entre passado, presente e futuro, espelha-se na amplitude e importância das questões abordadas nesta coletânea.

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Apologia da História - Marc Bloch


Fuzilado pelos nazistas em 16 de junho de 1944 próximo a Lyon, Marc Bloch deixava inacabado um livro de metodologia, 'Apologia da História ou O Ofício de Historiador' - publicado pela primeira vez em 1949 por Lucien Febvre. Esta nova edição da obra póstuma de Marc Bloch, organizada e anotada por seu filho primogênito Étienne, apresenta o texto em sua integralidade. Inclui também o Prefácio de Jacques Le Goff à edição francesa e uma Apresentação à edição brasileira, feita pela professora Lilia Moritz Schwarcz. O leitor conhecerá neste livro o trabalho de um historiador que afirma o interesse da história, legitima uma ciência histórica e define práticas, objetivos e uma ética.

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